Carta de um Jovem ao Seu Terapeuta

Carta de um Jovem ao Seu Terapeuta

Sabe aquela sensação de que, para onde quer que você olhe, só existe gente perfeita? Nas redes sociais, então… corpos sarados, peles impecáveis, roupas de marca desfilando sem parar. E aí, quando você se olha no espelho, parece que não se encaixa em lugar nenhum. É como se houvesse uma régua invisível medindo todo mundo, e você sempre ficasse do lado de fora, sobrando.

 

O impacto das redes sociais na autoimagem

 

As fotos que você posta talvez não tenham tantos likes quanto as dos outros. Os comentários nos posts dos seus amigos que parecem “perfeitos” são sempre mais numerosos. Parece tão superficial, mas essa comparação te atinge de um jeito que é difícil explicar. Você sabe que não deveria ligar tanto, que ser saudável e feliz é o mais importante. Mas essa pressão é mais forte.

Comparações e seus efeitos emocionais

Você se pega passando horas olhando perfis de pessoas que nem conhece, só para ver como elas são “ideais”. E depois, a sensação é péssima: raiva do próprio corpo, vontade de sumir. Às vezes, a vergonha te impede de sair com os amigos, e você se esconde atrás de roupas largas, com medo do julgamento. Dietas malucas, exercícios exaustivos… tudo na tentativa de alcançar um padrão que parece impossível. E no final, só resta a frustração e o cansaço.

A voz interior crítica e a perda da alegria

Essa voz na sua cabeça que te diz que você não é bom o suficiente, que precisa mudar para ser aceito, para ser notado… ela ecoa forte, tirando sua alegria e te sufocando.

Para quem vive isso – e para quem está por perto

Se você, adolescente, se identifica com essas palavras, saiba que essa dor é compartilhada por muitos e merece ser acolhida. E para os pais que percebem esse sofrimento em seus filhos, entender a intensidade desses sentimentos é o primeiro passo para ajudar.

O papel da terapia nessa jornada

Na terapia, especialmente através da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), essa dor encontra um espaço seguro para ser expressada e trabalhada. Juntos, podemos desconstruir essas comparações, fortalecer sua autoestima e encontrar um caminho para aceitar e amar seu corpo, do seu jeito. Você não está sozinho nessa jornada. Conte comigo!

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Jéssica Bretones - Psicóloga
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